A reportagem exibida pelo Fantástico no último domingo (08/02) trouxe à tona o incidente envolvendo a advogada Tayane Dalazen e um tubarão-lixa durante um mergulho em Fernando de Noronha. O caso ganhou repercussão nacional e reacendeu discussões relevantes sobre turismo, preservação ambiental e a relação entre seres humanos e a fauna marinha em áreas de proteção.

Diante da abordagem apresentada, Tayane esclarece que nem todos os turistas que visitam a região estão motivados pela busca de fotos ou interações inadequadas com os animais, como foi mencionado na reportagem por representantes do ICMBio Noronha. Segundo ela, muitos visitantes — incluindo ela própria — frequentam o local movidos pelo amor ao mar e pelo desejo de contemplar a vida marinha de forma respeitosa.

Com experiência em mergulhos em diferentes partes do mundo, Tayane afirma que não tinha conhecimento prévio — assim como muitos turistas — de que o habitat natural dos tubarões-lixa naquela área específica teria sido alterado por práticas artificiais, como a oferta irregular de alimento aos animais. Esse ponto, inclusive, foi destacado na própria reportagem exibida.
“Hoje completa 30 dias do incidente e, em nenhum momento, fui procurada por qualquer autoridade local, pelo ICMBio em Fernando de Noronha ou por autoridades de Pernambuco para ouvir o meu relato dos fatos, saber como eu estava ou se precisava de algum apoio. Recebo isso com estranhamento e preocupação, porque ouvir quem viveu o ocorrido é essencial para compreender a verdade e, sobretudo, para buscar medidas que evitem novas ocorrências”, afirma Tayane Dalazen.
Ela também demonstra desconforto com a generalização de que turistas seriam responsáveis pela alimentação dos tubarões. “Muitos, como eu, chegam a esse tipo de mergulho sem saber que, naquele local específico, existe uma prática irregular e proibida de alimentação dos animais”, pontua.

Tayane relembra ainda experiências de mergulho com a mesma espécie em outros destinos internacionais, como as Maldivas, onde a aproximação ocorre de forma distinta e responsável. De acordo com explicações do biólogo marinho Marcelo Szpilman, idealizador do AquaRio, nesses locais o estímulo é feito apenas por olfato, sem oferta direta de alimento — prática que não condiciona o animal à presença humana e reduz significativamente o risco de incidentes.
“Eu não estava ali por uma foto. Estava ali para contemplar esses animais, que respeito profundamente. Não concordo com generalizações, especialmente quando essas considerações são associadas ao meu incidente”, conclui.

O episódio reforça a importância de informação clara aos turistas, fiscalização efetiva, escuta ativa das pessoas envolvidas e adoção de protocolos responsáveis, para que Fernando de Noronha siga como referência mundial em preservação ambiental e turismo sustentável.



















